mensagens biblicas

terça-feira, 29 de novembro de 2011

vozes da reforma.

Ovelhas Outdoor dadas a baal na TV!


OVELHAS OUTDOOR DADAS À BAAL NA TV

Danilo Fernandes &
Hermes Fernandes
Na década de 80 havia um programa de TV chamado “O povo na TV”. Marcou época. Lançou muitos apresentadores de programas “MARRONS” ou “SANGUINOLENTOS”, políticos populistas, malandros famosos e até líderes religiosos. Gente como Wagner Montes e o Roberto Jefferson, o painho do mensalão, começaram ali.
Foi censurado, proibido e forçado a se reformatar, pois apelava demais para o “a vida como ela é”; “o mundo cão”; “a fratura exposta da sociedade”; “o lado B”; enfim: a cena dos miseráveis, seus dramas e as soluções “milagrosas” e “messiânicas” oferecidas pelos super-heróis do populacho no programa…
Era a miséria e o milagre na TV. E nem precisava de pastor ou missionário!
Passados quase 30 anos, o que foi censurado e recriminado é coisa dominante, corriqueira e meio de vida de “igrejas” mundiais, universais, internacionais e intergalácticas.
É tudo o que se vê na TV aberta após certa hora da noite.
Na época, o ministério público não reclamava necessariamente da exposição da miséria e da ajuda prestada aos necessitados, mas da veracidade dos fatos e soluções apresentadas. Muitas foram provadas como armações…
Esta geração de defensores da seriedade deve estar aposentada. Os antigos “astros”, na sua maioria, se colocaram em posição de “cambalachos” maiores, dando seu lugar à “banda podre” da igreja evangélica que se serve deste banquete do capeta e não falta quem queira ser assistente no circo da miséria humana em cartaz nos palcos destes exploradores da fé. Tudo por um lanche barato e a celebridade de 3 minutos.
Tome posse do que é seu. “Receba pelos olhas da fé” e pelas lentes da TV.
“Não tenha vergonha! Se você foi curado dê seu testemunho senão o diabo vem e rouba a sua bênção”.
Na TV não tem milagre pequeno. O Senhor vai te usar no testemunho! Vale até hímen restaurado!
E tome radiografia! Tome carro zero quilômetro. Nem o Baú da Felicidade, nem o Faustão, dão tanto carro quanto o “deus” da IURD!
Como levar a sério uma igreja que se inspira no que há de mais bizarro no mundo? Como levar a sério pastores que esbravejam dos púlpitos como se fossem caricaturas do Ratinho?
Achamos graça do Inri Cristo e suas inriquetes, mas aos olhos do mundo estamos muito perto desse grau de insanidade.
Também no hemisfério norte as coisas não são diferentes do que acontece em terras tupiniquins. Cansa ver a constante pedição de dinheiro. Difícil é encontrar um programa sério, onde se pregue a Palavra sem subterfúgios. Algumas figuras são onipresentes. Não adianta trocar de canal. Você sempre vai dar de cara com Mike Murdock (um dos gurus do Malafaia), Benny Hinn, Morris Cerullo, e outros, que só fazem pedir uma tal semente de 1000 dólares.
E quando a gente pensa que essa geração já está passando, e que em breve nos veremos livres de suas bizarrices, eis que surge uma nova geração. O que nos Estados Unidos é um fenômeno antigo, no Brasil está só começando. Pelo que tudo indica, Marco Feliciano ainda tem muita estrada pela frente. Silas Malafaia já está colocando o filho na fita. Miguel Ângelo, idem. Macedo parece estar perto de se aposentar, mas o Panceiro ainda tem muita pança pra gastar, sem contar o Valdemiro Santiago, que trouxe fôlego renovado para o neo-pentecostalismo.
Já é hora de desarmar o circo e mandar os palhaços pra casa.
Enquanto os palhaços pintam os canecos, as coitadas das ovelhas fazem malabarismo.
O que dá audiência aos programas como os do Ratinho é ver as pessoas se engalfinharem no palco. O papel do animador é apenas atiçar pra ver o circo pegar fogo. A audiência vai às alturas. E a fórmula é simples: Dar ao povo o que o povo quer ver.
Ele fará uso de todas as formas de engano da injustiça para os que estão perecendo, porquanto rejeitaram o amor à verdade que os poderia salvar. Por essa razão Deus lhes envia um poder sedutor, a fim de que creiam na mentira, e sejam condenados todos os que não creram na verdade, mas tiveram prazer na injustiça. [2Ts.2:10-12]
Fico-me perguntando até que ponto estes picadeiros eclesiásticos não seriam juízo de Deus sobre os que não querem a verdade. Afinal de contas, eles dão o que o povo quer. É a mesma lógica que pauta os programas televisivos na busca de audiência.
Que se dane a qualidade! O povo quer pancadaria, imagens bizarras, mulher barbada, testes de DNA… Então, toma!
O povo quer entrevista com demônios, água do rio Jordão, encontros tremendos, clamar dentro do peixe, chafurdar na gruta sagrada, quebra de maldição, unção financeira a 900 reais... Então, toma!
É isso que enche a igreja. Simples assim. Ninguém está se importando com a qualidade de crentes que isso vai gerar.
Naquele tempo muitos ficarão escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros, e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos. [Mt 24: 10-11]
Quem é que quer culto de oração? Quem está interessado em estudar a Palavra? Quem quer buscar crescer na Graça e no conhecimento do Senhor? A igreja que insistir com estas coisas, corre o risco de se esvaziar. Mas olhe as ovelhas que se alimentam destes pastos. Estão saudáveis, bem alimentadas, com sua lã intacta e branquinha. Em contraste, veja as ovelhas logomarcadas que afluem para aqueles matadouros. Repare a carranca, o peso que parecem levar sobre os ombros, o espírito supersticioso… Dá até pena!
Ao Senhor ninguém engana! No toma-lá-dá-cá divino e na roleta dos desesperados não há aposta vencedora, Deus não se constrange nem com o sacrifício da fogueira e nem com o que os enganadores determinam em Seu Santo nome. Para esta gente, quando a bola da “roleta” da benção para, o número sorteado é sempre o do inferno. Para quem ganhou a aposta, ou para quem perdeu. No final, vão todos levar bosta na cara!
“Quando vocês trazem animais roubados, aleijados e doentes e os oferecem em sacrifício, deveria eu aceitá-los de suas mãos?”, pergunta o SENHOR. [Ml 1:13]
Por causa de vocês eu destruirei a sua descendência; esfregarei na cara de vocês os excrementos dos animais oferecidos em sacrifício em suas festas e lançarei vocês fora, com os excrementos. [Ml 2:3]
Repetimos para ficar BEM claro: Os animadores de púlpito, os enganadores, os vendedores de unção, os paipóstolos, os profetinhas de mamon, os pastores rodopiadores e seus piõeszinhos, os trombetinhas de “milagres” do capiroto e seus seguidores vão TODOS levarbosta na cara e DEPOIS, juntos com a merda, serão lançados ao inferno!
***
Postado por Danilo Fernandes, no Genizah e no Púlpito Cristão

natal...

Será o Natal realmente a celebração do nascimento de Jesus Cristo? Nasceu Jesus em 25 de dezembro? Será que os primeiros apóstolos que foram ensinados pessoalmente por Jesus, alguma vez celebraram o nascimento do “menino” Jesus? Será que eles o comemoravam no dia 25 de dezembro? Ou em qualquer outro dia? Se o Natal é uma das maiores festas da cristandade, por que será que os pagãos o celebram também? Você sabe? E os símbolos do natal, você conhece a origem deles? Do “Papai Noel”, da “Árvore”, das “Luzes”, das “Guirlandas”, da troca de “Presentes”? Vamos então aos fatos!

I – O SIGNIFICADO DE “NATAL”
A palavra “Natal” - tem a ver com nascimento, ou aniversário natalício, especialmente com o dia em que geralmente se comemora o nascimento de Jesus Cristo. Este vocábulo não aparece na Bíblia, e também não foi utilizado pelos primeiros apóstolos. A “festa de Natal” não se inclui entre as festas bíblicas, e não foi instituída por Deus. Teve origem na Igreja Católica Romana a partir do século IV, e daí se expandiu ao protestantismo, e ao resto do mundo. As Enciclopédias de um modo geral contêm informações sobre a origem sob os títulos “natal” e “dia de natal”. Consulte, por exemplo: a) Enciclopédia Católica, edição inglesa; b) Enciclopédia Britânica, edição de 1946; c) Enciclopédia Americana, edição 1944. É fato que o Natal não foi observado pelos primeiros cristãos, durante os primeiros duzentos ou trezentos anos desta era.

II - A ORIGEM DO 25 DE DEZEMBRO
Tem a ver com a festividade da brunária pagã (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17-24 de dezembro) celebrando o dia mais curto do ano e o “Novo Sol”… Essas festividades pagãs eram acompanhadas de bebedices e orgias… Pregadores cristãos do ocidente e do oriente próximo, protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam os irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao Sol, por aceitarem como Cristã a festividade pagã. Com a aprovação dada por Constantino para a guarda do domingo, dia em que os pagãos adoravam o Sol, e como a influência do maniqueísmo pagão que identificava o filho de Deus como o Sol físico, proporcionou a esses pagãos do século IV, agora “convertidos” em massa ao “cristianismo” o pretexto necessário para chamar a festa de 25 de dezembro (dia do nascimento do deus-Sol) de dia do nascimento do filho de Deus, assim foi que “o Natal” se enraizou no mundo ocidental! O Natal é, portanto, a mesma velha festividade pagã de adoração ao Sol. A única coisa que mudou foi o nome.

III - A ÁRVORE DE NATAL E OS PRESENTES
A origem da árvore de Natal vem da antiga Babilônia... Vem de Ninrode, neto de Cão, filho de Noé. Ninrode se afastou de Deus e enveredou-se pelo caminho da apostasia. Segundo se sabe, Ninrode era tão perverso que se teria se casado com a própria mãe, cujo nome era Semíramis! Após a sua morte, sua mãe-esposa propagou a doutrina maligna da sobrevivência de Ninrode como um ente espiritual. Ela alegava que um grande pinheiro havia crescido da noite para o dia, de um pedaço de árvore morta, que simbolizava o desabrochar da morte de Ninrode para uma nova vida. E, todo ano, no dia de seu aniversário de nascimento ela alegava que Ninrode visitava a árvore “sempre viva” e deixava presentes nela. Entre os druidas, o carvalho era sagrado, entre os egipcios as palmeiras, em Roma era o Abeto, que era decorado com cerejas negras durante a Saturnália (Walsh Curiosities of popular customs, pág. 242). O deus escandinavo Odin era crido como um que dava presentes especiais na época de Natal a quem se aproximava do seu Abeto Sagrado. Esta é a verdadeira origem da “Árvore de Natal” e da prática de se dar “presentes”! Jeremias 10:2-4 - “Assim diz o Senhor: Não aprendais o caminho das nações, nem vos espanteis com os sinais do céu; porque deles se espantam as nações, pois os costumes dos povos são vaidade; corta-se do bosque um madeiro e se lavra com machado pelas mãos do artífice. Com prata e com ouro o enfeitam, com pregos e com martelos o firmam, para que não se mova.”

IV - O “PAPAI” NOEL E A PRÁTICA DE SE DAR PRESENTES ÀS ESCONDIDAS
O velho “Noel” não é tão bondoso e santo quanto muitos pensam! O nome “Papai Noel” é uma corruptela do nome “São Nicolau”, um bispo romano que viveu no século V. Na Enciclopédia Britânica, vol.19 páginas 648-649, 11ª edição inglesa, consta o seguinte: “São Nicolau, bispo de Mira, um santo venerado pelos gregos e latinos no dia 6 de dezembro… A lenda de suas dádivas oferecidas as escondidas, de dotes, às três filhas de um cidadão empobrecido…” Daí teria surgido a prática de se dar presentes“as escondidas” no dia de São Nicolau (6 de dezembro). Mais tarde essa data fundiu-se com o “Dia de Natal” (25 de dezembro), passando a se adotar também no natal essa prática de se dar presentes “às escondidas”, como o fazia o Saint Klaus (o velho Noel!). Daí surgiu a tradição de se colocar os presentes às escondidas junto às árvores de natal!

V - A COROA DE AZEVINHO OU GUIRLANDA
Às vezes conhecida por “coroa de Natal” ou “Guirlanda” são memoriais de consagração. Em grego é “stephano”, em latim “corona” - podem ser entendidas como:- enfeites, oferendas, ofertas para funerais, celebração memorial aos deuses, celebração memorial à vitalidade do mundo vegetal, celebração das vítimas que eram sacrificadas aos deuses pagãos, celebração nos esportes. Significam um “Adorno de Chamamento” e, conseqüentemente, são porta de entrada de deuses. Razão pela qual, em geral, se colocam as guirlandas nas portas, como sinal de boas vindas! A maior parte dos deuses pagãos do Egito aparecem sempre com a “guirlanda” na cabeça! A Bíblia não faz qualquer menção de uso de “guirlanda” no nascimento de Jesus. Só existe uma guirlanda na Bíblia, e esta foi feita por Roma para colocar na cabeça de Jesus no dia da sua morte. Esta guirlanda de espinhos é símbolo de escárnio!

VI - VELAS OU LUZES
O Uso de velas é um ritual pagão dedicado aos deuses ancestrais. A vela acendida está fazendo renascer o ritual dos solstícios, mantendo vivo o deus sol. Não tem nenhuma relação com o candelabro judaico (ou Menorah). Mais recentemente, em lugar das velas passou-se a adotar velas elétricas, velas à pilha, e, finalmente, as luzes - o sentido é o mesmo!

VII – PRESÉPIO
O presépio é um altar a Baal, consagrado desde a antiga babilônia. É um estímulo à idolatria! Os adereços encontrados no chamado presépio são simbologias utilizadas na festa do deus sol. O Presépio estimula a veneração das imagens e alimenta a idolatria… Em Êxodo 20:1-6, lemos:- “Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam e uso misericordia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.”; em I Cor 10:14-15 está escrito: “Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Falo como a entendidos; julgai vós mesmos o que digo.”.No Brasil a abertura da comemoração do Natal é feita com uma famosa “Missa do Galo”, a qual é celebrada sempre diante de um presépio, um "altar consagrado", cujas figuras estão relacionadas com a Babilônia, e não com a realidade do Evangelho.

Eu, particularmente gosto dessa época a família se reúne os amigos aparecem, no trabalho acontecem as confraternizações de final de ano e coisas desse tipo que os irmãos sabem muito bem. Sabemos que não há mandamento ou instrução alguma na Bíblia para se celebrar o nascimento de Cristo! Somos orientados sim a lembrar da sua morte e ressurreição que nos proporcionou a Vida (I Cor. 11:24-26; Jo. 13:14-17). Não é errado desejar um feliz Ano Novo para alguém, porém agora que sabemos da origem pagã dos símbolos e práticas do natal, não se mostra adequado desejar tão somente: “Feliz Natal”, sobretudo ao não cristão! Seria mais conveniente se disséssemos algo mais ou menos assim: "Que o Senhor Jesus Cristo te abençoe nestes dias..."; ou "Desejo bênçãos abundantes do Senhor sobre a sua vida neste natal."; ou ainda: "Que Jesus Cristo encontre hospedagem no seu coração e possa nascer na sua vida neste natal". Penso que, a exemplo da chamada "semana santa" em que as Igrejas sempre souberam aproveitar bem para evangelizar, podemos e devemos aproveitar a semana natalina para realizar cultos evangelísticos genuinamente cristãos, e anunciar ao mundo o verdadeiro sentido do natal, que poderá até começar com a manjedoura, mas deverá incluir sempre a história da cruz!

Não pensem os irmãos que sou um daqueles críticos "anti-natalinos", pois como escrevi gosto desses dias festivos. Mas fica para nós Cristãos o trabalho de por esses dias aproveitar para falar do nascimento do Salvador e sua missão aqui na terra. Apresentar Jesus às pessoas como a Verdade que liberta, como profetizou Isaias no cap. 61. 1- O espírito do Senhor Jeová está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos;
2- a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nossos Deus; a consolar todos os tristes;
3- a ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê ornamento por cinza, óleo de gozo por tristeza, veste de louvor por espírito angustiado, a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantação do Senhor, para que ele seja glorificado.

Desejo aos irmãos boas festas e que aproveitemos esses dias para falar de nosso Senhor Jesus.
Deus vos agracie!

domingo, 27 de novembro de 2011


A Teologia da Prosperidade

A prosperidade da decepção

Por Ariovaldo Ramos

Quando, na década de 80, a teologia da prosperidade chegou ao Brasil, ela veio como uma nova tese sobre a fé, prometia o céu aqui para o que tivesse certo tipo de fé. As promessas eram as mais mirabolantes: garantia de saúde a toda prova, riqueza, carros maravilhosos, salários altíssimos, posições de liderança, prosperidade ampla, geral e irrestrita. Lembro-me de, nessa época, ter ouvido de um ferrenho seguidor dessa teologia que, quem tivesse fé poderia, inclusive, negociar com Deus a data de sua morte, afirmava que, na nova condição de fé em que se encontrava, Deus teria de negociar com ele a data de sua partida para mundo dos que aguardam a ressurreição do corpo. Estamos, há cerca de vinte anos convivendo com isso, talvez, por isso, a grande pergunta sobre essa teologia seja: Como têm conseguido permanecer por tanto tempo? A tentação é responder a questão com uma sonora declaração sobre a veracidade desta proposição, ou seja, permanece porque é verdade, quem tem fé tem tudo isso e muito mais. Entretanto, quando se faz uma pesquisa, por mais elementar, o que se constata é que as promessas da teologia da prosperidade não se cumpriram, e, de fato, nem o poderiam, quando as regras da exegese e da hermenêutica são respeitadas, percebe-se: não há respaldo bíblico. Então qual a razão para essa longevidade?

Em primeiro lugar, a vida longa se sustenta pela criatividade, os pregadores dessa mensagem estão sempre se reinventando, bem fez um de seus mais expoentes pregadores quando passou a chamar seu programa de TV de “Show da Fé”, de fato é um espetáculo ás custas da boa fé do povo. Mesmo os mais discretos estão sempre expondo o povo, em alguns casos, quando mais simplório melhor, em outros, quanto mais bonita, e note-se o feminino, melhor. Além disso, é uma sucessão de invencionices: um dia é passar pela porta x, outro é tocar a trombeta y, ou empunhar a espada z, ou cobrir-se do manto x, e, por aí vai. Isso sem contar o sem número de amuletos ungidos, de águas fluidificadas e de bênçãos especiais. Suas igrejas são verdadeiros movimentos de massa, dirigidos por “pop stars” que tornam amadores os mais respeitados animadores de auditório da TV brasileira.

Em segundo lugar, a vida longa se mantém pela penitência; os pregadores dessa panacéia descobriram que o povo gosta de pagar pelos benefícios que recebe, algo como “não dever nada a ninguém”, fruto da cultura de penitência amplamente disseminada na igreja romana medieval, aliás, grande causadora da reforma protestante. Tudo nessas igrejas é pago. Ainda que cada movimento financeiro seja chamado de oferta, trata-se, na prática, de pagamento pela benção. Deus foi transformado num gordo e avaro banqueiro que está pronto a repartir as suas benesses para quem pagar bem, assim, o fiel é aquele que paga e o faz pela fé; a oferta, nessas comunidades, é a única prova de fé que alguém pode apresentar. Na idade média, como até hoje, entre os romanos, Deus podia ser pago com sacrifícios, tais como: carregar a cruz por um longo caminho num arremedo da via “crucis”, ou subir de joelhos um número absurdo de degraus, ou, em último caso, acender uma velinha qualquer, não é preciso dizer que a maioria escolhe a vela. Mas, isso é no romanismo! Quem quer prosperidade, cura, promoções, carrões e outros beneplácitos similares tem de pagar em moeda corrente, afinal, dinheiro chama dinheiro, diz a crença popular. E tem de pagar antes de receber e, se não receber não pode reclamar, porque Deus sabe o que faz e, se não liberou a bênção é porque não recebeu o suficiente ou não encontrou a fé meritória. Esses pregadores têm o consumidor ideal.

Em terceiro lugar são longevos porque justificam o capitalismo, embora, segundo Weber, o capitalismo seja fruto da ética protestante, (aliás, a bem da verdade é preciso que se diga que o capitalismo descrito por Max Weber em seu livro “A ética protestante e o espírito do capitalismo” não é, nem de longe, o praticado hoje, que se sustenta no consumismo, enquanto aquele se erguia da poupança, além disso, como sociólogo, Weber tirou uma foto, não fez um filme, suas teses se circunscrevem a sua época e nada mais) a fé, de modo geral, evangélica nunca se deu bem com a riqueza. A chegada, porém, dessa teologia mudou o quadro, o capital está, finalmente, justificado, foi promovido de grilhão que manieta a fé em troféu da mesma. Antes, o que se assenhoreava do capital tornava-se o avaro acumulador egoísta, agora, nessa tese, é o protótipo do ser humano de fé. Antes, o que corria atrás dos bens materiais era um mundano, hoje, para esses palradores, é o que busca o cumprimento das promessas celestiais. Juntamente com o capitalismo, essa mensagem justifica o individualismo, a bênção é para o que tem fé, ela é inalienável e intransferível. Eu soube de uma igreja dessas que, num rasgo de coerência, proibiu qualquer socorro social na comunidade para não premiar os que não tem fé. Assim, quem tem fé tem tudo quem não tem fé não tem nada. Antes, ter fé em Cristo colocava o sujeito na estrada da solidariedade, hoje, nesse tipo de pregação, o coloca no barranco da arrogância. Toda “esperteza” está justificada e incentivada. Não é de estranhar que ética seja um artigo em falta na vida e no “shopping center” de fé desses “ministros”.

Mas, o que isso tudo tem gerado, de verdade? Decepção, fragorosa decepção é tudo o que está sobrando no frigir dos ovos. As bênçãos mirabolantes não vieram porque Deus nunca as prometeu, e Deus não pode ser manipulado. O sucesso e a riqueza que, porventura, vieram foram mais fruto de manobras “espertalhonas”, para dizer o mínimo, do que resultado de fé. Aliás, para muitos foi ficando claro que o que chamavam de fé, nada mais era do que a ganância que cega, o antigo conto do vigário foi substituído pelo conto do pastor. Gente houve que ficou doente, mas, escondeu; perdeu o emprego, mas, mentiu; acreditou ter recebido a cura, encerrou o tratamento médico e morreu. Um bocado de gente tentando salvar as aparências, tentando defender os seus lideres de suas próprias mentiras e deslizes éticos e morais; um mundo marcado pela esquizofrenia. O individualismo acabou por gerar frieza, solidão e, principalmente, perda de identidade, porque a gente só se torna em comunidade. Tudo isso acontecendo enquanto muitos fiéis observavam o contraste entre si e seus pastores, eles sendo alcançados pela perda de bens, pela angústia de uma fé inoperante, pela perda de entes queridos que julgavam absolutamente curados e os pastores enriquecendo, melhorando sensivelmente o padrão de vida, adquirindo patrimônio digno de nota, sendo contado entre o “jet set”, virando artistas de TV, tudo em nome de um evangelho que diziam ter de ser pregado e que suas novas e portentosas posses avalizavam.

E onde estão estes decepcionados? E para onde estão indo os seus pares? Muitos estão, literalmente, por aí, perderam aquela fé, mas não acharam a que os apóstolos e profetas da escritura judaico-cristã anunciaram; ouviram o nome Cristo, mas não o encontraram e pararam de procurar. Talvez, estejam perdidos para evangelho; para sempre. Outros, no meio de tudo isso foram achados por Cristo e estão procurando pelo lugar onde ele se encontra. Para os primeiros não há muito que fazer a não ser interceder diante do Eterno, para que se apiede dos que foram vergonhosamente enganados; para os que estão a procura, entretanto, é preciso desenvolver uma pastoral. Eles não estão chegando como chegam os que estão em processo de reconhecimento de Deus e do seu Cristo. Estão batendo às portas das comunidades que julgam sérias com a Bíblia a procura de cura para a sua fé, para a sua forma de ser crente, para a sua esperança de salvação, para a sua falta de comunidade e para a sua confusão doutrinária. Precisam, finalmente, ver a Jesus Cristo e a si mesmos; precisam, em meio a tanta desinformação encontrar o ensino, em meio a tanto engano recuperar a esperança. Necessitam de comunidade e de identidade, de abraço e de paciência, de paz e de alento, de fraternidade e de exemplo, de doutrina e de vida abundante. Quem quer que há de recebê-los terá de preparar-se para tanto, mesmo porque, ainda que certos da confusão a que foram expostos, a cultura que trazem é a única que têm e, nos momentos de crise, de qualquer natureza, será a partir desta que reagirão, até que o discipulado bíblico construa, com o tempo, uma nova e saudável cultura.

Hoje, para além de tudo o que encerra a sua missão, a Igreja tem de corrigir os erros que, em seu nome, e, em muitos casos, sob a sua silenciosa conivência, foram e, ainda, estão sendo cometidos.
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Pastores de si Mesmo

Por Marcos Aurélio dos Santos


Veio a mim esta palavra do Senhor:
 "Filho do homem, profetize contra os pastores de Israel; profetize e diga-lhes: ”Assim diz o Soberano Senhor: Ai dos pastores de Israel que só cuidam de si mesmos! Acaso os pastores não deveriam cuidar do rebanho? Vocês comem a coalhada, vestem-se de lã e abatem os melhores animais, mas não tomam conta do rebanho. Vocês não fortaleceram a fraca nem curaram a doente nem enfaixaram a ferida. Vocês não trouxeram de volta as desviadas nem procuraram as perdidas. Vocês têm dominado sobre elas com dureza e brutalidade.  Por isso elas estão dispersas, porque não há pastor algum, e, quando foram dispersas, elas se tornaram comida de todos os animais selvagens.  As minhas ovelhas vaguearam por todos os montes e por todas as altas colinas. Elas foram dispersas por toda a terra, e ninguém se preocupou com elas nem as procurou.  ‘Por isso, pastores, ouçam a palavra do Senhor: Juro pela minha vida, palavra do Soberano Senhor, que visto que o meu rebanho ficou sem pastor, foi saqueado e se tornou comida de todos os animais selvagens, e uma vez que os meus pastores não se preocuparam com o meu rebanho, mas cuidaram de si mesmos (Ez.34.2-8. NVI).

Nesse maravilhoso capitulo de Ezequiel 34, o profeta denuncia a lamentável situação em que se encontrava o povo de Israel nas mãos de falsos pastores. Lideres que recebiam benefícios das ovelhas como a qualhada, a lã e a carne das melhores ovelhas do rebanho, mas rejeitaram a missão de cuidá-las (Ez. 34.4). Lideravam com Brutalidade e opressão, e isto resultou em dispersão, tornando-as presa fácil para os animais selvagens (Ez. 34.4-6). Mais adiante, o Senhor declara a sentença para os pastores de si mesmo.


A punição resultou em perda da função pastoral dando lugar ao verdadeiro pastor que por sua vez as levaria para pastos verdejantes, onde seriam cuidadas e bem alimentadas. Não seriam mais exploradas, e desprezadas pelos maus pastores.  (Ez. 34.7-12). O refrigério para o rebanho estava na benção de ser pastoreado pelo próprio Senhor. Ele mesmo haveria de apascentá-las com amor. Não estariam mais sobre o domínio dos pastores que apascentavam a si mesmo.

Certo dia, recebi a visita de alguns irmãos no qual Deus pela sua maravilhosa graça me concedeu a benção de apascentá-los por cinco anos. Logo percebi que algo estava errado. Chagaram até minha casa maltratados, aflitos, dispersos, estavam como ovelhas sem pastor. Recebi a triste notícia que elas haviam sido expulsos de sua congregação pelo fato de não aceitarem as condições impostas pelo seu novo pastor sobre questões financeiras, pois o mesmo com mão de ferro estava dominando e oprimindo o rebanho sem nenhuma misericórdia.

Diante da situação preocupante, não tive alternativa, se não levá-los para lugar seguro onde seriam acolhidos e bem cuidados. Messes depois foram recuperados e estão servindo ao Senhor com alegria. O restante do rebanho se afugentou em outras congregações próximas do bairro e foram acolhidos.

É lamentável ver em nossos dias um comportamento tão desprezível por parte de alguns pastores. Líderes que apascentam a si mesmo, indivíduos egoístas, sem amor, sem misericórdia, sem desejo de servir, homens avarentos, dominadores, apaixonados pelo poder, amantes da luxuria, pastores que buscam seus próprios interesses em detrimento do próximo, dispersadores de rebanho.

Quantas ovelhas não estão dispersas, afugentada, amedrontadas pela voz dominadora desses indivíduos? Já ouvi testemunhos de irmãos que tiveram depressão por causa de ameaças de pastores dominadores que a todo custo queriam realizar seus próprios interesses sacrificando o rebanho. Outros andam amedrontados, inseguros temendo algum tipo de opressão, aterrorizados com a possibilidade de serem punidos com rigor, caso forem encontrados em falha pelo pastor dominador. Longe está a misericórdia, afugentado está o perdão, não há lugar para a compaixão, pessoas que foram libertas da escravidão do pecado pelo poder do evangelho da cruz, estão escravizadas por aqueles que pastoreiam a si mesmo. Misericórdia!

Não muito distante estão aqueles que rejeitando o chamado para servir, trilharam no caminho da avareza, tornando-se profissionais da fé, mercadejantes da palavra, negociadores do evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, amantes da riqueza, acumuladores de tesouros terrenos. Taparam seus ouvidos  e não deram crédito ao ensinamento de Jesus a cerca dos valores do reino, não cultivaram valores espirituais mais se encheram de si com suas concupiscências loucas acumulando para si, fartando-se em seus celeiros , sendo engodados por falsos ensinos, desprezando o que é real e verdadeiro.

Pastores de si mesmo negam a missão de levar a cruz. Preferem ganhar o mundo inteiro em troca de sua alma, trocam o eterno pelo terreno, o santo pelo profano apenas para satisfazer seus próprios desejos (Mc. 8.36-37), não sentem desejo de servir, mas fazem questão de ser servido, não admitem serem questionados, julgam-se donos da verdade, acham-se infalíveis, causam terror ao rebanho, seus olhos passam longe do aflito, do necessitado, do pobre, acumulam para si, carismáticos com pele de ovelha, mas por dentro escondem um coração de lobo voraz, aborrecedores do bem, semeadores de contendas, opressores, amantes de si mesmo, caluniadores, seus corações estão cheios de maldade.


O ai do capítulo 34 versículo 2 do livro de Ezequiel, revela a seriedade e justiça com que o Senhor julgará os falsos pastores. Ele virá e afastará aqueles que não cuidaram do rebanho como deveriam, não serão mais chamados pastores de rebanho, pois negaram a missão, não estavam aptos para servir, faltou-lhes amor, compaixão, misericórdia, cuidado, afeto, disposição para alimentar, óleo para cuidar das feridas, enfim, fracassaram na missão, não foram dignos de serem chamados pastores de rebanho, estes o Senhor não os conhecerá, pois praticaram o mal.

"Mas ele responderá: ‘Não os conheço, nem sei de onde são vocês. Afastem-se de mim, todos vocês, que praticam o mal! ’(Lc.13.27NVI).

O sumo pastor virá e julgará com retidão e justiça. As ovelhas não devem entrar em desespero porque a grande promessa se cumprirá, ele haverá de apascentar pessoalmente o seu rebanho, no qual foi comprado com alto preço, o valor do sangue derramado na cruz. Aqueles que fizeram do rebanho propriedade sua, mercadoria negociável, que encontraram no evangelho boa fonte de lucro, que maltrataram, oprimiram e feriram o rebanho receberão a justa recompensa, pois o justo juiz os julgará.

Os verdadeiros pastores poderão aguardar pacientemente a vinda do Senhor, pois virá a boa recompensa. Ora, logo que o supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa de glória (1Pe. 5.4). Que o Senhor nos ajude.
   


A Nostalgia de Um Cristianismo Profético e Didático

Por Alcides Silva



INTRODUÇÃO
Estamos em crise! O cristianismo brasileiro tornou-se uma árvore muito frondosa, cresceu muito para todos os lados: Para os flancos, para cima. Agigantou-se de uma forma anômala. Sim, porque não cresceu em profundidade. Não consegue mais extrair subsídios suficientes para promover saúde a seus ramos. São raízes superficiais, não conseguem encontrar a seiva cruz.
O evangelho das denominações não contempla mais elementos como cruz, espinhos, escárnios pelo nome de Cristo. Não se ouve mais vozes que clamam do deserto bradando uma mensagem de austeridade, arrependimento e isenção do poder político ou religioso. Nosso “evangelho” pós-moderno é marcado pelos mimos divinos, pela instauração do céu na terra; pela presença de um deus-produto para uma fé de mercado. Agora o sujeito procura uma igreja com as mesmas perspectivas que um consumidor qualquer vai ao supermercado a procura de um produto que lhe satisfaça as necessidades. O homem “evangélico” tem o domínio absoluto sobre o sagrado de tal modo que lhe permite ir a lugares jamais visitados por qualquer outra entidade, opera o milagre de determinar o agir do deus servo, servo de uma teologia maldita, corrupta e corruptora.
O fervor da fé cristã se esvaziou de conteúdo ético, de prática, de intimidade com Deus, e amizade com os homens ao mesmo tempo em que se enriqueceu com um secularismo costumeiro para os que há muito andam sem a orientação de Cristo.
Que nos parece isto? Qual a diferença entre os nossos pares e o estilo de vida dos separatistas fariseus ou dos liberais saduceus ou dos místicos essênios contemporâneos de Cristo? Tenho para mim que a única divisória existente é a histórica.
Todo esse relatório me faz lembrar um que Neemias recebeu de Hanani, vindo dos destroços de Jerusalém: "[…] as coisas por lá não andam muito boas; os muros de Je­rusalém ainda estão derrubados, e as por­tas estão queimadas." Me faz ver as páginas do Novo Testamento com muita nostalgia, como por exemplo, Atos 13.1-4:


1 - ENTRE OS PROFETAS e mestres da igreja de Antioquia estavam Barnabé e Simeão (também chamado "O Negro"), Lúcio (de Cirene), Manaém, (irmão de criação do rei Herodes), e Paulo.
2 - Um dia, enquanto estes homens estavam em adoração e jejum, o Espírito Santo disse: "Separem Barnabé e Paulo para um trabalho especial que Eu tenho para eles".
3 - Então, depois de jejuar e orar mais, os homens puseram as mãos sobre eles - e mandaram os dois.
4 - Dirigidos pelo Espírito Santo, eles foram para a Selêucia e daí navegaram para Chipre.


Deste fragmento poderia extrair algumas considerações do ontem para o hoje, mas que me deter apenas em duas figuras iminentes no cenário eclesiástico neotestamentário. Em primeiro lugar, o profeta, indivíduo muito requerido no Antigo Testamento; em segundo lugar, o mestre, imagem ilustre nos tempos de Jesus.

1)    1) O PROFETA
Termo usado no velho testamento remonta o mundo folclórico que por muito tempo povoou minhas idéias de infância, o ventríloquo. Sim, senhores! Aquele boneco assentado na perna de seu manipulador, que nos faz pensar que tal objeto tem o dom da fala, é esse o termo empregado para a mais famigerada atribuição divina a um sujeito na antiga aliança.
Há alguns apontamentos sobre o profeta:
a)    a) Nunca fala por si mesmo, mas sempre ecoa de si uma declaração que tira o eu de sena e põe Jeová em evidência: “assim diz o Senhor (Adonai).”
b)    b) Impopular. Nunca houve um profeta que gozasse de popularidade, quer fosse entre o povo, quer fosse com o clero ou com os nobres. Sempre foi persona nom grata entre os de seu tempo. Não também em si o desejo de tal coisa, que, aliás, era um péssimo sinal;
c)    c) Subversão. Mensagem desafiadora e desaforada. Não era aliado a nenhum sistema religioso ou político, seu único compromisso era o de oráculo. Não tinha o rabo preso; não andava em jatos pagos com o dinheiro do povo; nem escondia dinheiro na cueca, era subversivo: ia na contramão do sistema vigente.
d)    d) Lembrado em calamidades. O profeta está presente onde há pecado, injustiça, necessidade de arrependimento. Não me lembro de ter visto profetas transitando pelas ruas das cidades quando tudo vai bem.
e)    e) É coroado com sofrimento pelo exercício de seu ofício. O salário do profeta é tão insalubre quanto seu ministério. Trata-se de fugas de morte, dieta servida por aves de rapina, solidão, descrédito, desterro, a morte ao fio da navalha etc.
f)     f) enunciador. Toda essa isenção fazia de si o único capaz, de fato e direito, de denunciar os pecados do templo, do palácio e do mercado. Veja João, o batista, a voz que clama no deserto. É tudo que já falamos.

Perdeu-se a capacidade profética na igreja. Por tanto tempo os pentecostais evocavam essa prerrogativa para si, mas percebe-se, pelas características oferecidas pelas escrituras que o profetismo exercido hoje, em sua maioria, não passa de um farisaísmo disfarçado com uma capa de santidade.
Nossos profetas não ouvem mais a voz do Senhor; não denunciam pecado de ninguém. Há se ao menos confessassem os seus! Quantas injustiças acontecem dentro do mundo evangélico e fora dele, que atingem frontalmente toda a sociedade e a igreja passa de largo como fizeram os clérigos da parábola do bom samaritano? As minorias desassistidas de poder econômico, político e religioso. Mas nós, os profetas do Senhor, sequer temos a percepção de ver. Que nos faz diferentes de Balaão? Aquele profeta que perdeu a capacidade de ouvir Deus para vender os produtos religiosos da benção e da maldição?

2)    2) MESTRES
A docência é a arma mais poderosa da igreja de todos os tempos. Jesus nos enviou para “ensinar a guardar todas as coisas” referentes ao reino de Deus. Ele era conhecido como mestre, e não como operador de milagres, administrador, líder de uma visão. Mestre, esta era sua maior arma para conscientização, evangelização e instrumento de emancipação da pessoa humana.
Veja alguns apontamentos sobre o professor:
a)    a) Ajuda os alunos a crescerem. A maturidade só é possível pelo conhecimento, acumulo de experiências adquiridas;
b)    b) Livra a igreja dos devoradores. Vejas as epístolas de Paulo, com exceção da dos filipenses, todas foram motivadas pela inserção de alguma mazela trazida por um falso mestre que se instalava nas comunidades;
c)    c) Aprenderam de Cristo. “aprendi do Senhor o também vos ensinei”.
d)    d) Tinham um compromisso com a chamada do Espírito Santo.
e)    e) Ensinavam um evangelho centrado na cruz de Cristo, que o triunfo do filho de Deus foi à cruz e não na ressurreição; uma mensagem de renuncia;
f)     f) Nenhum dos mestres mencionados no novo testamento se auto-intitulavam coisa alguma, e qualquer relação promiscua com o poder era minado. Paulo diz aos irmãos da Galácia “longe de mim esteja gloriar-me, a não ser na cruz”.

Pela ausência de mestres há muitos crentes que não amadurecem. Estão sempre em busca dos milagres, das aventuras espirituais. Buscam os dons como fim em si mesmo, como se eles já fossem a maturidade cristã, o supra-sumo da espiritualidade evangélica e esquecem-se que a vara de medir o crente são os frutos.
A igreja de Cristo, a congregação dos salvos, precisa de crescer para ser a imagem de Jesus.

CONCLUSÃO
Em Efésios 4.11, o apostolo Paulo diz que “Ele mesmo deu… uns para profetas e mestres… para aperfeiçoamento dos santos”. Tanto um como outro são instrumentos de Deus para a edificação do corpo e glorificação da cabeça, Cristo.
O sucesso da igreja de Antioquia, paradigma para as igrejas gentílicas, era ela vivia num tempo que ouvir a voz do Espírito Santo não era brega, cafona; Profeta não era vendedor de mercadorias do céu e mestre não era um mercenário vendedor de receitas de sucesso (sermão: 3 segredos para ter um lar feliz; Livros: Determine sua bênção; Como ser uma pessoa de sucesso…).
Entretanto, nesta noite vejo o agir da mão do DONO DA IGREJA intervindo na nossa história através da chegada do STP enquanto ESCOLA DE TRAJANO E ESCOLA DE PROFETAS, cujo desafio é treinar e enviar para suas igrejas homens e mulheres que sonham numa igreja em que Deus tenha a primazia.


Portanto, usufruam do presente de Deus para o Caicó, para sua igreja aqui na região. Não veja esta instituição como possibilidade de intensificação da luta pelo poder; não transformem a benção em maldição. Maldição do denominacionalismo, do partidarismo, mas, unam-se em torno deste bem maior pela causa do Rei e seu reino de paz, de boas novas. Se alegrem por este filho que Deus vos Deus. Se congracem, festejem e vejam este seminário como ambiente de reflexão para um novo tempo, espaço epistemológico para os espíritos livres das cadeias do pragmatismo, do utilitarismo, secularismo e até mesmo do senso comum.